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Curso Afro-Pará

EXPOSIÇÃO "ÁFRICA: OLHARES CURIOSOS", Hilton Silva

quarta-feira, 23 de maio de 2018

UFPA promove grande evento em comemoração ao dia internacional da África

Dia internacional da africa facebook
A Associação dos Estudantes Estrangeiros da UFPA, em comemoração ao Dia Internacional da África, realiza nesta sexta-feira, 25 de maio, o evento “África: Suas diversidades”. A programação inicia-se ás 9h e ocorre na sala dos Estudantes Estrangeiros da UFPA, localizada no Setorial Básico II da Universidade. O evento objetiva difundir mais informações a respeito da África para promover um conhecimento maior sobre este continente, que por vezes é entendido apenas como um país.
O evento, que conta com o apoio da Casa Brasil África, das Pró-Reitorias de Relações iInternacionais (Prointer) e de Extensão (Proex), da Superintendência de Assistência Estudantil (SAEst), da Assessoria de Diversidade e Inclusão Social (Adis), do Grupo de Estudos Afro-Amazônicos (Geam) e do grupo de Estudos e Pesquisas “Roda de Axé”, vai de encontro a um dos mais importantes princípios da UFPA: o respeito à ética e à diversidade étnica, cultural, biológica, de gênero e de orientação sexual.
“O Dia Internacional da África tem um simbolismo importante para a humanidade. A África é o berço da espécie humana, todos nós descendemos de ancestrais africanos, mas conhecemos pouco as nossas origens biológicas. Hoje, a UFPA tem uma pequena representação de alunos oriundos do continente africano, e este evento é organizado por eles. Temos orgulho de apoiar esta iniciativa de divulgar alguns aspectos da cultura africana e discutir a história da colonização africana no nosso continente”, afirma a pró-reitora de Relações Internacionais, Maria Iracilda Sampaio.
Com um conteúdo recheado de diversidade e cultura disseminado por meio de mesas-redondas e palestras, a programação também contará com oficinas de tranças, turbantes, apresentações de dança e muita música. No encerramento, será realizada a festa Africana “Djidjoho” no espaço de eventos “The Wall”. A expressão “Djidjoho”, tema da festa, representa, de modo geral, felicidade, alegria e coisas boas. Ela é muito utilizada nas festas de réveillon africanas desejando boas festas e bons momentos no ano vindouro.
Durante o evento, os participantes poderão compartilhar experiências e conhecimento a respeito do local onde nasceram. Para a estudante de medicina, Mayara Correia, eventos como estes são importantes para que as demais pessoas possam conhecer a África sob o olhar do africano. “As informações que as pessoas têm a respeito da África são poucas. Ao ponto de pensarem que é um país, sendo que é um continente formado por 54 países com culturas e histórias diferentes”, alerta a estudante.
Temática - No ano passado, com o tema “A África que você não conhece”, a programação permitiu à comunidade conhecer um pouco mais sobre o continente em si. Neste ano, o evento promove um “mergulho” ainda mais aprofundado ressaltando diversos aspectos da cultura, da religiosidade, das línguas, da culinária dentre outros assuntos. O objetivo é reforçar os laços de conhecimento entre Brasil e África.
“Hoje, no Brasil, a história da África ainda é desconhecida. Há uma margem de ignorância muito grande onde muitos conhecem a África apenas como um local de guerra e não sabem a diversidade que ela possui”, ressalta Israel Houson, organizador do evento. Nascido em Benin, na África, Israel mora no Brasil há quatro anos e é presidente da Associação dos Estudantes Estrangeiros da UFPA. Israel garante que nesta edição os participantes aprenderão muito mais sobre a diversidade de um continente tão rico como a África.

Serviço: África: Suas diversidadesData: 25 de maio de 2018 às 9h
Local: Sala dos Estudantes Estrangeiros da UFPA, localizada no Setorial Básico II da Universidade, Bloco D, Sala D4, próximo ao Restaurante Universitário.
Mais informações sobre o projeto “Associação dos estudantes estrangeiros da UFPA” aqui.

Texto: Rebeca Rocha - Assessoria de Comunicação da UFPA
Arte: Divulgação

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Chamada para Coletânia de cultura, memória, história e patrimônio dos afro-brasileiros

A coletânea busca reunir trabalhos acadêmicos interdisciplinares que abordam temas relacionados a cultura, memória, história e patrimônio dos afro-brasileiros, com foco em estudos e pesquisas sobre populações negras a partir de uma abordagem epistemológica que assuma o legado africano como uma precondição essencial para a produção e desenvolvimento de conhecimento e que problematizam a preservação das várias referências/expressões da cultura afro-brasileira, dentro da perspectiva das políticas de ações afirmativas e de uma educação para as relações étnico-raciais, conforme preconiza a LDB (Art. 26A) e as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais (Resoluções CNE/CP Nº 01/2004 e 03/2004).

In/Visibilidades Negras Contestadas

A 7ª Conferência Bianual da Rede Afroeuropeans: “In/Visibilidades Negras Contestadas” é uma importante plataforma para a produção de conhecimento nas áreas de pesquisa transdisciplinar sobre racismo, culturas negras e identidades na Europa. Esta conferência também oferece a oportunidade de fortalecer e alargar redes entre académicos, activistas e artistas que questionem o racismo estrutural e estejam envolvidos criticamente na produção de conhecimento pós-colonial sobre a negritude europeia e a diáspora africana. Estas redes de diálogo serão promovidas através de palestras, painéis temáticos, mesas-redondas, comunicações individuais e um programa artístico e cultural. 

domingo, 13 de maio de 2018

Acará recebe projeto "Semana Integrada de Combate ao Racismo"


 
Nesta semana, o município de Acará acolheu o projeto de combate ao racismo promovido pela Coordenadoria de Educação para a Promoção da Igualdade Racial da Secretaria de estado de Educação (COPIR/SEDUC). O prof. Marcos Pinheiro e o prof. Tony Vilhena foram os técnicos responsáveis pelo desenvolvimento das atividades previstas. O projeto celebra o dia 13 de maio não como aniversário da Lei Áurea, mas como Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo, conforme preconizam as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.

O evento contou com a participação de estudantes da licenciatura em filosofia da Universidade do Estado do Pará (UEPA), que realizaram uma visita técnica à Comunidade Quilombola de São José. Lá desenvolveram projetos de intervenção pedagógica na escola quilombola, trabalhando temas como economia doméstica, educação financeira, ética e filosofia para as crianças.

Na oportunidade, puderam conhecer as dinâmicas sociais (espaços de festas, lugares religiosos, centros comunitários, etc.), as produções da agricultura familiar (polpas de frutas, açaí, farinha, tucupí, etc.) e o histórico de luta pela conquista do território. Tudo organizado por lideranças da comunidade: Seu Ronaldo, Dona Clarisse, Jaque, Seu Nilton, Seu Josué, Seu Jardson, Seu Neguinho, entre outras lideranças.

No final da visita, em homenagem à realização da Semana Integrada de Combate ao Racismo no Marajó, realizada simultaneamente em Soure e Salvaterra, e que neste ano tem o tema "Territorialidade e Empoderamento Quilombola", a representação da Comunidade de São José e os/as estudantes de filosofia da UEPA enviaram um vídeo de apoio e solidariedade.

 
Outra parte da programação aconteceu na cidade do Acará, sempre enfatizando os preparativos para se trabalhar a data 13 de maio como o Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo, com apoio e participação da diretora Mirtes Monteiro. Primeiro, no Auditório da Secretaria Municipal de Educação, houve uma série de palestras, exibição de filmes e roda de conversa sobre o racismo com professores/as e estudantes da Escola Estadual de Ensino Médio Felipe Patroni. Foi muito enriquecedora a participação direta de estudantes, que expressaram suas opiniões críticas e experiências sobre a presença do racismo no Brasil e no mundo, inclusive sugerindo ações concretas como: denúncia e punição de quem comete o crime de racismo, respeito às pessoas que tem religião diferente, busca por autoestima, valorização da cultura negra, etc.

 
O segundo momento na cidade do Acará foi a realização de um seminário na Escola Estadual de Ensino Médio Profa. Deusalina da Cunha e Souza Carneiro, focando em estratégias que os/as estudantes podem criar na escola para enfrentar o racismo. Mais uma vez, estudantes listaram várias atitudes que cada pessoa pode assumir para não reproduzir práticas racistas. Destacamos aqui as palavras da aluna do 2º ano Auriele da Silva Marques, de 15 anos. Para ela “o racismo é uma falta de respeito de quem julga o outro pela cor da pele, pela forma do cabelo, pela aparência”. E continuou, “eu tenho orgulho de ser uma jovem negra, trato todos de modo igual, independente da cor, e assim que desejo que me tratem”.

Com o 13 de maio, as escolas têm uma data a mais para trazer à tona a temática da igualdade racial. Pois, Consciência Negra tem que ser uma atitude diária!





 

 

sexta-feira, 11 de maio de 2018

"África, Diásporas e o Diálogo Sul-Sul" é tema de congresso internacional

O XIII Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais e 2º Congresso da Associação Internacional de Ciências Sociais e Humanas de Língua Portuguesa, que terá lugar na Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Paulo - EFLCH/UNIFESP, na cidade de Guarulhos/SP (Brasil), cujo tema proposto é África, Diásporas e o Diálogo Sul-Sul: Descolonizando as Ciências Sociais e Humanas, queremos articular estudos e pesquisas que redimensionem o lugar das perspectivas/cosmologias críticas do Sul global.

Serviço

28 de julho a 1 de agosto de 2018

São Paulo - SP
UNIFESP
 

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Terra e poder quilombola no Pará. Veja vídeo de apoio.

Em solidariedade à realização da VIII Semana de Combate ao Racismo no Marajó, evento que mobiliza as escolas estaduais "Prof. Gasparino Batista" e "Prof. Ademar Nunes de Vasconcelos", respectivamente, dos municípios de Soure e Salvaterra, em atividades pedagógicas antirracistas, a Comunidade Quilombola de São José, de Acará, enviou um vídeo apoiando o tema a ser abordado: territorialidade e empoderamento quilombola.
A Semana Integrada de Combate ao racismo no Marajó acontece no dias 10 e 11 de maio, encerrando com as Marchas de Empoderamento Negro. Reivindica o 13 de maio não como dia da "abolição da escravatura" ou da "Lei Áurea", mas sim como o Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo.


sábado, 5 de maio de 2018

13 de Maio é Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo

Prof. Vinícius Darlan e estudantes preparam a Semana de Combate ao Racismo

É difícil desconstruir no imaginário e nas práticas da sociedade as distorções e desigualdades de raça e etnia reproduzidos secularmente. O calendário brasileiro celebra nesse 13 de maio 130 anos de "abolição da escravatura" (1888). Contudo, essas celebrações estabeleceram uma perspectiva distorcida que dá protagonismo à Regente do Brasil, branca e elitista, e não debate as consequências de tal ato, nem reflete sobre o que se sucedeu a partir do dia 14 de maio de 1888 para as populações negras do país. Pois a Lei Áurea não se preocupou em reparar os anos de escravização, muito menos contribuiu para a inserção igualitária dos "ex-escravizados".
Estudantes da Escola Estadual "Gasparino", de Soure
Buscando refletir sobre estas questões que historicamente invisibilizaram e marginalizaram a negritude, a Coordenadoria de Educação para a Promoção da Igualdade Racial da Secretaria de Estado de Educação do Pará (COPIR/SEDUC) propõe às escolas da Rede Estadual que abordem 0 13 de maio de modo transdisciplinar como Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo. Denúncia, sim! Pois, como citam as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, “o 13 de maio, Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo, será tratado como o dia de denúncia das repercussões das políticas de eliminação física e simbólica da população afro-brasileira no pós-abolição, e de divulgação dos significados da Lei Áurea para os negros”.

Programação de 2018
Estudantes da Escola Estadual "Vasconcelos", de Salvaterra
O Projeto Semana Integrada de Combate ao Racismo é um projeto exitoso, coordenador pelo professor de história  Vinícius Darlan, vencedor de prêmio nacional de política de combate ao racismo, realizado simultaneamente em Soure e Salvaterra, respectivamente, nas escolas estaduais Prof. Gasparino Batista e Prof. Ademar Nunes de Vasconcelos,  e que caminha para sua oitava edição neste ano, sempre trabalhando nas vésperas do 13 de maio com temáticas que tratam de propostas de superação do racismo e enfrentamento de outros modos de preconceitos e discriminações. 
A COPIR apoia este projeto e o ampliou para os municípios de Acará e Abaetetuba, além de Saoure e Salvaterra no Marajó. Logo, nesta semana de 07 a 11 de maio, haverá grande mobilização nas escolas, trazendo esse olhar crítico ao 13 de maio.

Soure e Salvaterrra
Tema: Territorialidade e empoderamento quilombola.
Local:  Escolas Estaduais Prof. Gasparino Batista e Prof. Ademar Nunes de Vasconcelos.
10 de maio: Palestras diversas.
11 de maio: Marcha do Empoderamento Negro (de manhã em Soure e de tarde em Salvaterra).

Acará
07 de maio: Visita de articulação à Comunidade Quilombola de São José.
09 de maio: Atividades com a juventude e as crianças.
10 de maio: Palestras diversas (Auditório da Secretaria Municipal de Educação).
11 de maio: Telanegra (Auditório da Secretaria Municipal de Educação)

Se a sua escola está promovendo alguma ação, compartilhe a notícia conosco para publicarmos neste blog. Envie para o email copirseduc@gmail.com.

Racistas, não passarão!

Texto: Tony Vilhena
Fotos: Prof. Vinícius Darlan (Facebook)

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Campanha de construção da biblioteca do Quilombo do Cigano, em Tracuateua/PA


A Comunidade Quilombola do Cigano, de Tracuateua/PA, está em campanha para construção de sua biblioteca e pede contribuição para a realização deste sonho.

Você pode ajudar fazendo depósito bancário na conta da Associação Remanescente Quilombola do Cigano - ARQUIC.
Banco do Brasil
Conta corrente: 34566-0
Agência: 0253-4

A coordenação da ARQUIC é da senhora Antônia do Socorro Pimentel e do senhor Oscimar Hermínio Ribeiro. Contatos para mais informações: (91) 984551556 / 984579026.

Imagens do atual estágio da obra.



quarta-feira, 28 de março de 2018

Interessantíssimo! Site disponibiliza textos de intelectuais africanos traduzidos para o português.

https://filosofia-africana.weebly.com/
O objetivo deste espaço é disponibilizar materiais em língua portuguesa que possam subsidiar pesquisas sobre a filosofia africana e afro-brasileira, assim como auxiliar na tarefa de professoras/es do ensino fundamental e médio em acessar recursos ainda pouco conhecidos em nossa língua. Afirmam-se aqui diversas perspectivas distintas, sem a intenção de preterir nenhum material que fosse encontrado sobre o tema em nossa língua, cuja publicação virtual não fosse impossibilitada em virtude de restrições por direitos autorais. Alguns destes textos dialogam com outras áreas do conhecimento, como educação, sociologia, antropologia, história, artes, entre outras, atendendo ao aspecto multidisciplinar que muitas vezes permeia o debate filosófico e que, também, auxilia a tarefa docente interdisciplinar. Esperamos que este material sirva para difundir outras imagens sobre as populações africanas e afro-brasileiras, múltiplas, plurais e que não se reduzam ao imaginário inferiorizante tão comum em nosso cotidiano, ainda marcado pelas feridas coloniais. 

quarta-feira, 21 de março de 2018

Trilha Afro-Amazônica no Museu Goeldi na luta contra a discriminação racial

 
Neste 21 de março, Dia Internacional Contra a Discriminação Racial, a COPIR e o Serviço de Educação do Museu Paraense Emílio Goeldi realizaram mais uma edição da Trilha Afro-Amazônica, no Parque Zoobotânico, com monitoria de Joubert Sabino.
Foram recebidas as turmas de licenciatura de Ciências da Religião e Filosofia da Universidade do Estado do Pará (UEPA), acompanhadas pela professora Rosilene Quaresma. No auditório, as turmas primeiro assistiram o documentário sobre a Trilha, com sacerdotisas e sacerdotes de povos tradicionais de matriz africana explicando a relação entre a natureza e suas religiões e culturas. Posteriormente, abordou-se a necessidade de implementação da Lei 10.639/2003 para enfrentamento de todas as formas de racismos, inclusive o racismo religioso que tem atacado sistematicamente as religiões de terreiro, com a demonização de suas crenças e perseguição aos seus adeptos e suas adeptas.
A Trilha percorreu pelo menos por cinco símbolos sagrados da natureza que fazem parte da flora do Parque: o dendezeiro, a jaqueira, a momurama, o lago e a samaumeira, sob orientação do sociólogo da COPIR Tony Vilhena. Para quem quiser saber o que representa cada elemento e a importância dos valores civilizatórios que eles expressam para toda a sociedade, fica o convite para que realize a Trilha.
Em breve estaremos disponibilizando no blog da Copir informações sobre como sua escola, grupo, entidade ou outra modalidade de organização pode agendar datas de visitação para o segundo semestre.

Texto: Tony Vilhena
Fotos: Giovana Ferreira